sexta-feira, 24 de julho de 2026

As cruzes dos últimos anos

 Já não venho aqui há muito tempo. Sem saudades, Decidi, entretanto, atualizar a vida folgada com os últimos desenvolvimentos da vida, da reforma e da saúde, aproveitando a largueza de tempo. Como veem são tudo coisas muito interessantes e que atraem leitores.


Após o regresso de Luanda, em 2019, comecei a sentir dificuldade em caminhar, o que era o principal exercício que fazia com regularidade. Como o achaque parecia que vinha de uma dor nas costas do lado direito, fui ver um neurocirurgião que me aconselhou um neurologista, de renome e com consultas em Torres Vedras. Lá fomos e a consulta foi inconclusiva sem uma Ressonância magnética, que ele aconselhou ser feita por uma médica específica num hospital de Torres Vedras. Assim fizemos e fiquei a saber o que a vida folgada tinha posto no meu corpo - muitos pequenos desvios, os resto de um AVC frontal direito, vértebras assim e assado, mas no final não havia nenhuma explicação causal para o problema.

Começou assim a procura, como um navegador a rumar junto a terra por bombordo.

Seguiram-se exames em série - TACs, Cintigrafias, RM, etc. Mudei para um neurologista perto de casa que me propôs fazer uma Punção Lombar, para a qual tive de realizar uma série grande de análises, até a anticorpos. A Punção Lombar lá foi uma série de tentativas erro (5) lá obtivemos o líquido amarelo e uma novidade fora-me marcada uma consulta de Autoimunes no Hospital, porque tinha sido detetada uma incongruência nos resultados dos anticorpos (EANAs).

Afinal, havia um gato escondido com  o rabo de fora que se fizera ver em 2023.


sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Um mês em Luanda

As minhas visitas de trabalho a países de África são regulares, por vezes mais do que uma vez ao ano, mas raramente ficava nesse paìs mais de 7 dias. O meu máximo,aliás, tinha sido 3 semanas, em 2016, para angola - Benguela.

Nesta última viagem, fiz uma estadia de 5 semanas, em Luanda, com a realização de 4 cursos de formação diferentes para populações diferentes sobretudo da Sonangol Pesquisa e Produção. Apesar do esforço foi muito motivador.




sábado, 2 de fevereiro de 2019

Benilde, a minha mãe

A minha mãe Benilde, nome lindo e quase impossível de hoje encontrar, faria hoje 100 anos se fosse viva.

Deixou-me há 30 anos e continua a não haver um dia que não me recorde dela. Ficou um vazio pela morte inesperada que foi mais forte porque não teve tempo de conhecer as minhas filhas e acompanhar a minha transformação para a maturidade ainda que tardia.

Esta foto que foi tirada após o casamento com o meu pai em 1950, mostra a sua beleza física que aliada à sua ética, compaixão e amor pelos outros espelha também a sua beleza interior.

Não teve uma vida fácil. Durante a gravidez teve um envenenamento alimentar no trabalho que quase comprometeu a vida dela e dos gémeos de que estava à espera. Eu e o Peli. Após o parto dos dois «montros» voltou ao trabalho como enfermeira no mês seguinte - conforme as férias de parto dos anos 50, em Portugal.

No final da década de 50 começou a sofrer de uma persistente dor nas costas que se veio a verificar ser uma hérnia discal lombar. Foi operada com relativo «sucesso», em 1961, mas ficou impossibilitada de trabalhar e foi reformada por invalidez. Desde aí, mesmo com pouca saúde, fez a sua vida apoiar-nos na educação.

O seu aniversário era sempre comemorado, por vontade dela,  um dia antes para não calhar no dia de finados.

2-2-2019

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Estatísticas sobre mortes

Um ponto central nas minhas apresentações sobre risco.