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A mostrar mensagens de julho, 2008

Raid além do Cuanza em 2008

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O sábado foi dia de espera para a viagem de regresso e fomos fazer uma viagem em que pudesse de novo ficar envolvido pelos horizontes infindáveis que a África oferece. Como o dia era de descanso, pensava que seria mais fácil iludir o engarrafamento contínuo do trânsito na cidade saindo em direcção ao Cabo Ledo. A viagem seria de uns 130 Km até ao nosso destino, com saída pela estrada de Belas, o que gastou logo uma hora de percursos por diversos atalhos para obviar às filas constantes no acesso aos «kilómetros» e ao embarcadouro do Mussulo. Chegámos a andar pela praia, graças ao jipe, para fugir a paragens mais prolongadas na estrada e lá conseguimos chegar á estrada para a barra do rio Cuanza. Nenhum do nós conhecia o local, sabíamos que tínhamos de passar o rio e, depois de mais de uma hora de viagem para além do rio, concluímos que nem o Francisco, o nosso motorista, fazia ideia do sítio. Parámos e perguntámos num sítio onde se cozinhava, debaixo  de barracas cobertas ...

Almoço em Futila

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Hoje é sábado e o programa está cheio. Vamos almoçar a Futila uma praia na estrada antes do Malongo (a base da Chevron em Cabinda). Um restaurante com uma pequena piscina mas onde se come muito bem. Seguimos para lá ao final da manhã, que perdemos a tentar organizar a casa de passagem onde estamos isntalados, para a aoutra equipa que está cá - a tripulação de um navio. São italianos e estão completamente desajustados e imbuídos duma importância que os leva a querer condições acima das que é possível atribuir em Angola e, muito mais, na província. Enfim uns «dottores». Chegámos pelas 13 horas. Estava muito cinzento e até frio. Pusemo-nos em fato de banho, encomendámos uns camarões com gin tónico, para tomar ao pé da piscina e garoupa grelhada com vinho branco ao almoço. Estva muito pouca gente no restaurante e fomos atendidos de seguida. Fabuloso só era pena o tempo estar frio. Após o almoço voltámos para Cabinda, para nos prepararmos para o casamento do ano em Cabinda. Só o j...

O velho marinheiro

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Sabes como é que dois porcos-espinhos fazem amor? Está conosco mas a trabalhar há meses para o porto um 'velho' marinheiro já reformado que para aqui veio qunado acompanhou dois rebocadores adquiridos em Setúbal. Ficou para ensinar aos trabalhadores da operação algum do seu conhecimento. Mas eles só aprendem o que querem que nunca é o que necessitam. Assim, vai para o trabalho e tenta levar isto da melhor maneira que pode, entretanto criou uma vida própria semelhante à que muitos aqui vivem - uma mulher e algumas 'damas' - o que lhe garante algum equilíbrio no trabalho de doidos em que se comprometeu vai para mais de seis meses. Para não se enganar nos nomes das meninas chama a todas fofinha e trata todas o melhor possível. Chegou já a juntar todas a uma mesa e a safar-se sem elas saberem. Grande homem! Então tem uma menina de 15 anos - a OFICIAL, a quem pagou a Casa das Tintas (ou seja, a escola dos familiares e amigos da família que a vão ensinar a  viver com...

Sempre o trabalho

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Apesar de a estadia ser motivada por trabalho e estarmos sempre envolvidos neste, lá se consegue fazer outras coisas que vão surgindo através da ligação ao local e às pessoas. Estou convidado, para estar no próximo sábado, no casamento da moda emCabinda. Vai lá estar toda a gente importante da terra claro. Aqui tinha de ser diferente, então agora fazem os casamentos à noite. Vamos só ao jantar, depois falo sobre isso. Hoje vamos falar sobre as condições de vida em que deposi se vai trabalhar. O quarto, a comida, as instalações sanitárias e as condições gerais - água e electricidade. Estamos a viver naquilo que eles chamam uma «casa de passagem». Uma casa alugada com condições medíocres de habitabilidade na qual foram feitas algumas modificações e se adaptaram ou adquiriram alguns meios. Os quartos são mesmo o mais elementar e os colchões têm as molas cansadas. Depois de umas horas de sono tenho as costas com tantas dores que tenho de as massajar para me levantar. Aqui, nesta ...

Sempre em festa

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Como estamos deslocados, em trabalho, temos a sensação que o mundo à n ossa volta como que anda mais devagar e que, como desconhecemos as pessoas do novo lugar,   a vida não decorre a um ritmo tão rápido como a nossa. Na noite da chegada fui convidado para o aniversário de uma rapariga da empresa, no restaurante em que normalmente ficamos quando em Cabinda. Festa cabindense com lagosta, galinha filhote e peixe com para aì umas 30 pessoas. Depois de um dia de trabalho no fim de uma viagem de 1 dia deu para não me incomodar com as más condições de alojamento e dormir umas horas. Do alojamento falaremos a seguir, que esse será tema de alguns escritos. Tenho um problema por resolver. O acesso à internet para publicar isto, vou tentar ir a um quiosque internet.

Chegada a Cabinda

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A viagem até correu bem, sem problemas no avião nem à chegada a Angola. Fiquei a dormir num hotel - tipo residencial de 2 estrelas - perto do aeroporto de Luanda. No dia seguinte, às 6 da manhã lá fomos para as carreiras domésticas, apanhar o avião para Cabinda. A gare estava muito sossegda e pelas 9 da manhã já embarcara num Embraer 125 já com uns milhares de horas de voo. Mas estas são as condições do paìs e apesar disso, nem há muitos acidentes. O voo demorou 1 hora e a aproximação ao aeroporto foi espantosa já que voámos durante uns 5 minutos a pouco mais de 100 metros de altura, num autêntico carrossel umas vezes para baixo outras para cima. A bordo tudo sossegado pois esta é a forma normal de chegar ao aeroporto de Cabinda. O aeroporto de Cabinda apesar de pequeno era moderno e com um aspecto muito profissional, a léguas de distãncia da balda confusa que se sente em Luanda. Foi chegar e começar a trabalhar porque ainda estava por montar uma parte importante do sistem...