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A mostrar mensagens de 2008

Trabalho por encomenda

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Na vida 'despreocupada' que levo, com independência e relativa liberdade pessoal e profissional, reparo que a necessidade de satisfazer o cliente traduz-se numa «prisão» igual à que muitos dos meus colegas têm nos seus empregos. Os meus amigos enfrentam todos os dias a obrigação de estar no emprego a determinadas horas, de lá permanecer fazendo alguma coisa mais ou menos importante e que garanta que no final do mês irão ter a retribuição esperada. Uma vez por ano, são sujeitos a um processo anedótico de avaliação em que todos fingem ser ou os melhores ou que são maus mas não tão maus como isso. Enfim, vamos lá manter o emprego! Quando deixei de ter emprego e de andar a aldrabar como os outros, fiquei só com trabalho. Enfim, todo o trabalho para o qual ainda possuía conhecimentos ou competências e conforme as minhas capacidades de tempo e recursos, ou seja, não muito por impossibilidade física. Passo a explicar, o trabalho para outros implica a oferta de disponibilidade de tem...

Não partir de todo

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Viajar em trabalho já dissemos que é diferente de turismo. Isso é o que alguns pensam que é a vida folgada que vivem aqueles cuja vida implica estar em diferentes partes do mundo em colaboração com outros. Antes da partida há sempre alguma preocupação e ansiedade. Não é o problema de fazer mala, para esse temos um treino grande e faz-se em 30 minutos. Não, trata-se da preparação técnica, de aguardar a documentação, ter de fazer vacinas ou consultas médicas para obtenção de receitas de medicamentos, etc. Demora tempo, aquilo que se vai fazendo é condicional e às vezes não temos mesmo a certeza de irmos. Porque para alguns destinos é necessário obter vistos, percorrendo um percurso burocrático mesmo idiota. Tão burocrático como exigirem o preenchimento em maiúsculas, com caneta de cor preta e, de cada vez que se pede o visto, duas fotografias do tipo passe. A papelada toda é depois deixada à espera e, todas as semanas, (das duas ou três) que esperamos alguém por duas vezes tenta leva...

Se pudesse decidir... sobre tudo

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No meu trabalho mais comum, que é contribuir para que outros consigm melhorar a forma de trabalhar, através de conselhos e apoio, vejo-me muitas vezes a fazer coisas ade forma repetida e sem poder alterar a sua realização. Ou seja, o cliente é quem decide de forma desorganizada e sem método, segundo o meu ponto de vista, e eu, o consultor, lá vou fazer aquilo que ele pretende. Por um lado, até é bom porque representa ter trabalho, mas ao mesmo tempo, faz com que seja como que um operário que, todas as semanas, neste caso, repete sempre a mesma produção,  ou algo muito parecido. Então é assim, chego às 9.00 e pelas 9.05 começo a falar tentando estimular os participantes (muitas vezes só um) para participarem e oferecerem a sua experiência, faço uns jogos, conto anedotas, faço perguntas e, dois dias depois, lá os consigo ver interessados e a tentarem levar alguma coisa diferente. No final despeço-me, agradeço e digo que - «formação não são receitas, chegou aqui sem problemas e ...

Deixar algum trabalho... nas férias!

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Nestas últimas semanas o tempo foi todo utilizado para tentar deixar avançado o trabalho. O objectivo eram as férias. Algum descanso por conta de todos os trabalhos destes meses. Agora era retirar o meu tempo e dá-lo só aos meus. Fomos para a paria, mas mesmo assim lá tive de interromper por dois dias para ir do Algarve ao Porto e volta. Pergunta o Mecas: Para quê? Que coisa tão urgente era essa que não podia ser feita uma semana depois? A questão é mesmo essa. N ós não conseguimos saber se o grau de urgência posto pelo cliente é verdadeiro. Desta vez lá fui a fazer 250 Km num dia e 850 Km no outro para estar no Porto 2 horas e resolver uma coisa que podia ter sido realizada por telefone. O acompanhamento pelos utilizadores locais é muito difícil de obter, com inteligência. E quando se consegue alguém que perceba oque pretendemos, ele ganha confiança e pôe-se a fazer o que mais gosta - INVENTAR. Dá logo desgraça e perdem-se umas horas ou dias para solucionar o que estava bem. ...

Raid além do Cuanza em 2008

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O sábado foi dia de espera para a viagem de regresso e fomos fazer uma viagem em que pudesse de novo ficar envolvido pelos horizontes infindáveis que a África oferece. Como o dia era de descanso, pensava que seria mais fácil iludir o engarrafamento contínuo do trânsito na cidade saindo em direcção ao Cabo Ledo. A viagem seria de uns 130 Km até ao nosso destino, com saída pela estrada de Belas, o que gastou logo uma hora de percursos por diversos atalhos para obviar às filas constantes no acesso aos «kilómetros» e ao embarcadouro do Mussulo. Chegámos a andar pela praia, graças ao jipe, para fugir a paragens mais prolongadas na estrada e lá conseguimos chegar á estrada para a barra do rio Cuanza. Nenhum do nós conhecia o local, sabíamos que tínhamos de passar o rio e, depois de mais de uma hora de viagem para além do rio, concluímos que nem o Francisco, o nosso motorista, fazia ideia do sítio. Parámos e perguntámos num sítio onde se cozinhava, debaixo  de barracas cobertas ...

Almoço em Futila

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Hoje é sábado e o programa está cheio. Vamos almoçar a Futila uma praia na estrada antes do Malongo (a base da Chevron em Cabinda). Um restaurante com uma pequena piscina mas onde se come muito bem. Seguimos para lá ao final da manhã, que perdemos a tentar organizar a casa de passagem onde estamos isntalados, para a aoutra equipa que está cá - a tripulação de um navio. São italianos e estão completamente desajustados e imbuídos duma importância que os leva a querer condições acima das que é possível atribuir em Angola e, muito mais, na província. Enfim uns «dottores». Chegámos pelas 13 horas. Estava muito cinzento e até frio. Pusemo-nos em fato de banho, encomendámos uns camarões com gin tónico, para tomar ao pé da piscina e garoupa grelhada com vinho branco ao almoço. Estva muito pouca gente no restaurante e fomos atendidos de seguida. Fabuloso só era pena o tempo estar frio. Após o almoço voltámos para Cabinda, para nos prepararmos para o casamento do ano em Cabinda. Só o j...

O velho marinheiro

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Sabes como é que dois porcos-espinhos fazem amor? Está conosco mas a trabalhar há meses para o porto um 'velho' marinheiro já reformado que para aqui veio qunado acompanhou dois rebocadores adquiridos em Setúbal. Ficou para ensinar aos trabalhadores da operação algum do seu conhecimento. Mas eles só aprendem o que querem que nunca é o que necessitam. Assim, vai para o trabalho e tenta levar isto da melhor maneira que pode, entretanto criou uma vida própria semelhante à que muitos aqui vivem - uma mulher e algumas 'damas' - o que lhe garante algum equilíbrio no trabalho de doidos em que se comprometeu vai para mais de seis meses. Para não se enganar nos nomes das meninas chama a todas fofinha e trata todas o melhor possível. Chegou já a juntar todas a uma mesa e a safar-se sem elas saberem. Grande homem! Então tem uma menina de 15 anos - a OFICIAL, a quem pagou a Casa das Tintas (ou seja, a escola dos familiares e amigos da família que a vão ensinar a  viver com...

Sempre o trabalho

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Apesar de a estadia ser motivada por trabalho e estarmos sempre envolvidos neste, lá se consegue fazer outras coisas que vão surgindo através da ligação ao local e às pessoas. Estou convidado, para estar no próximo sábado, no casamento da moda emCabinda. Vai lá estar toda a gente importante da terra claro. Aqui tinha de ser diferente, então agora fazem os casamentos à noite. Vamos só ao jantar, depois falo sobre isso. Hoje vamos falar sobre as condições de vida em que deposi se vai trabalhar. O quarto, a comida, as instalações sanitárias e as condições gerais - água e electricidade. Estamos a viver naquilo que eles chamam uma «casa de passagem». Uma casa alugada com condições medíocres de habitabilidade na qual foram feitas algumas modificações e se adaptaram ou adquiriram alguns meios. Os quartos são mesmo o mais elementar e os colchões têm as molas cansadas. Depois de umas horas de sono tenho as costas com tantas dores que tenho de as massajar para me levantar. Aqui, nesta ...

Sempre em festa

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Como estamos deslocados, em trabalho, temos a sensação que o mundo à n ossa volta como que anda mais devagar e que, como desconhecemos as pessoas do novo lugar,   a vida não decorre a um ritmo tão rápido como a nossa. Na noite da chegada fui convidado para o aniversário de uma rapariga da empresa, no restaurante em que normalmente ficamos quando em Cabinda. Festa cabindense com lagosta, galinha filhote e peixe com para aì umas 30 pessoas. Depois de um dia de trabalho no fim de uma viagem de 1 dia deu para não me incomodar com as más condições de alojamento e dormir umas horas. Do alojamento falaremos a seguir, que esse será tema de alguns escritos. Tenho um problema por resolver. O acesso à internet para publicar isto, vou tentar ir a um quiosque internet.

Chegada a Cabinda

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A viagem até correu bem, sem problemas no avião nem à chegada a Angola. Fiquei a dormir num hotel - tipo residencial de 2 estrelas - perto do aeroporto de Luanda. No dia seguinte, às 6 da manhã lá fomos para as carreiras domésticas, apanhar o avião para Cabinda. A gare estava muito sossegda e pelas 9 da manhã já embarcara num Embraer 125 já com uns milhares de horas de voo. Mas estas são as condições do paìs e apesar disso, nem há muitos acidentes. O voo demorou 1 hora e a aproximação ao aeroporto foi espantosa já que voámos durante uns 5 minutos a pouco mais de 100 metros de altura, num autêntico carrossel umas vezes para baixo outras para cima. A bordo tudo sossegado pois esta é a forma normal de chegar ao aeroporto de Cabinda. O aeroporto de Cabinda apesar de pequeno era moderno e com um aspecto muito profissional, a léguas de distãncia da balda confusa que se sente em Luanda. Foi chegar e começar a trabalhar porque ainda estava por montar uma parte importante do sistem...

Agora é mesmo para Cabinda

Sigo hoje para Cabinda com estadia por uma noite em Luanda. Agora, como os aviões da TAAG são de dia e a chegada a Luanda se faz de noite, alcançar Cabinda só no dia seguinte. Vai ser uma viagem «interessante», de novo na TAAG a voar em aviões emprestados e com um serviço africano, claro. Vou tentar conseguir um lugar no corredor do avião para conseguir pelo menos estar com as pernas mais à vontade. Depois conto.

Comprar bem!

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A realização de um grande evento representa a criação de um pequeno mundo temporário para onde são transportadas pessoas que comungam de interesses que no evento são realçados ao extremo possível. O que ocorre no evento é diferente todos os anos, mas as actividades e as pessoas que organizam são as mesmas apesar de tudo aparecer com outras e novas qualidades. Quando se delegam capacidades para a realização e não se garante o efectivo controlo da execução e a correspondente entrega progressiva de resultados o sucesso pode estar em questão. A confiança que se tem nas pessoas ou organizações, a presumível competência e experiência não são nada quando a medida dos resultado é negativa. Um processo de controlo tem de assegurar a todo om tempo que este ritmo de resultado é cumprido. Mas esta avaliação é mútua. Ambas as partes são responsáveis pelo controlo e pela medida e a todo o tempo deve ser possível reavaliar e alterar o que não está a correr como deria devido. Comprar bem é ta...

Noite de Luanda em 2008

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Em Luanda a noite é sempre uma ocasião para sair e para gozar a vida e para esquecer a dureza da vida numa cidade de contrastes brutais. A capital de Angola continua com uma intensa vida nocturna, que penso que manteve sempre durante a guerra e se alargou com a paz. Isolados como estávamos à noite procurávamos ir a restaurantes mais ou menos conhecidos, mas sempre muito caros, para jantar e aproveitar o tempo. Ãndam muitos carros nas ruas e, em especial, na marginal e na estrada da Ilha. Esse movimento prolonga-se noite fora. Junto aos restaurantes grupos de jovens porcuram ganhar uns trocos arrumando os carros, fazendo serviços ou aproveitando algum descuido para roubar quem se mostra pouco à vontade. Como de costume, não conseguia estar acordado até muito tarde, já que o «despertador» interno me acorda pontualmente às 6 da manhã e como os jantares se prolongavam decidi. na sexta-feira, sair mais cedo para o Hotel. O motorista veio buscar-me e ao sair do estacionamento um destes...

De folga, no Mussulo em 2008

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Acabado o trabalho, por esta vez e devido à necessidade de pagar um valor inferior das viagens, tive de ficar dois dias adicionais. Então pôs-se a questão - a fazer o quê? Já agora vamos conhecer melhor a terra ou reconhecer, segundo o ponto de vista. Marcámos uma ida ao Mussulo, com praia, almoço e descanso. Lá fomos, pelo trânsito infernal dum dia de semana em Luanda, mesmo indescritível. Ao chegarmos ao embarcadouro, tomámos o barco para um dos «complexos» turísticos da ilha, que agora é uma península. O local para onde fomos era um restaurante dentro de um ponto arborizado da ilha e com uns bungallows para alojamento. A praia tinha umas trinta cadeiras de praia e uns guarda-sóis à maneira do brasil. A água é precida com a da Troia dom lado do rio, perto dos fuzileiros, mas com a água mais quente, só que nunca se fica sem pé. Lá ficámos, almoçámos, e passeamos até às 4 da tarde, pois os dias são mais curtos aqui e para atravessar para terra leva uns 15 minutos. Depois, para...

Luanda, fim de tarde em 2008

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Começámos ontem o trabalho aqui. Durante 7 horas seguidas com um grupo de 15 pessoas, procure encontrar um caminho que lhes fosse útil para a vida. Cheguei às 5 horas cansado e depois de me «desfardar», fui andar por Luanda já ao início da noite - aqui o dia acaba mais cedo. Os engarrafamentos de transito são a forma de conduzir. Há milhares de jeeps e carros grandes e velhos carros utilitários que tentam sair da cidade. Está o trânsito todo parado e não parece haver um sentido definido de saìda porque todos têm de sair já que vive, fora da antiga Luanda, nas dezenas de quilómetros de casas e barracas que a envolvem. Andar a pé de noite exige muita atenção porque os passeios quase não existem, há buracos de obras e de chuva por todo o lado e alguns estão cheios de água. Mesmo nas zonas onde estão as sedes das companhias e bancos os arranjos exteriores são maus e a confusão de trânsito e pessoas é grande. Os carros andam devagar devido aos maus pisos, mas há muitos. Chegam as 20...

Angola ao domingo

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Depois de fazermos a montagem das  salas necessárias para o dia seguinte fomos almoçar à ilha e molhar os pés. O tempo melhorou para a tarde e ficou um sol simpático. Fomos ao Caribe - restaurante com praia privativa perto do fim da ilha e comemos umas lasgostas e cerveja, após o que fomos molh.ar os pés. Ficámos até ao pôr-do-sol, que, em Angola, é uma hora mais cedo e voltámos para o hotel. Hoje vou-me deitar cedo porque amanhã começa a formação e ainda tenho de preparar umas coisas para a sessão de amanhã

Chegada e controlo de fronteira

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Cheguei às 6.40 a Luanda e alcançámos a sala de controlo de fronteira pelas 7:00. Até às 9 a um ritmo de 3 minutos por cada passageiro 5 «diligentes» funcionários faziam perguntas às quais conheciam a resposta. No avião vinham 300 passageiros e assim compreende-se a dificuldade do controlo já que tratar destes passageiros ocupa-lhes 3 horas. O púlpito em que se encontram é interessante porque cria uma relação de dependência do mendicante para o funcionário que a eles agrada. O procedimento é composto pelas tais perguntas, a identificação do passaporte pelo sistema de leitura e a escrita do nº de entrada num papelucho que se preenche e do qual nos entregam um canhoto para devolução à saída. Após este procedimento lá carimba o visto e o papel e deixa o mendicante passar. Andamos 10 passos e um supervisor pede-nos o passaporte para verificar os carimbos. Passamos então à bagagem

De Regresso...

Lá me deram novo visto e parto hoje para Luanda. Outra daquelas viagens em que o trabalho deixa pouco tempo para ver as vistas, conhecer pessoas ou procurar uns artigos locais para prendas. Impossível! Arranja-se sempre tempo..., dizem os amigos. Difícil para quem tem de acompanhar outras pessoas - 14 - num processo formativo de acrescer conhecimentos. Não conheço as pessoas, não sei de onde provém, o que fazem, quais as empresas e que esperam da formação. Começo totalmente às cegas, só com os conhecimentos e a experiência que me levaram a ser selecionado. O primeiro dia serve para identificar a situação e muitas vezes adaptar os conteúdos ao que os participantes globalmente esperam obter. Mais trabalho para o final do dia, muitas vezes Talvez consiga estar descontraído no final do segundo dia.

O Equador duas vezes num dia

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Há viagens que são inesquecíveis pelas razões contrárias às esperadas. Fui contratado por um cliente para instalar os sistemas de informação e modernizar o funcionamento em rede e permitir aperfeiçoar os métodos e controlar os acessos a informação e ficheiros de trabalho da empresa.   O trabalho localizava-se em Cabinda e os recursos locais não possuíam os conhecimentos para fazer as actividades necessárias em autonomia. Para isso era necessário regressar a Angola.  Preparou-se a viagem e aproveitando o Visto de entrada em Angola já pedido na viagem anterior, definiu-se a data mais provável para haver condições de trabalho e marcou-se as viagens. Tudo pronto, lá embarquei com outra pessoa que ia realizar um trabalho complementar.  À chegada enfrentámos o habitual controlo de fronteira com umas filas desorganizadas e pavorosas. Quando chegou a minha vez o funcionário detectou uma sombra de carimbo no visto e disse que já não poderia entrar. Lá falei com ele, mas este cham...

Viagens de trabalho

As viagens de trabalho são sempre aborrecidas e cansativas. Vai-se para um sítio trabalhar e quem nos contrata só nos quer lá o tempo indispensável para proprocionar os resultados esperados. Chegamos, assim, na noite anterior ao começo do trabalho e somos «despachados» para o aeroporto no primeiro avião de partida para casa. O regresso a casa até é bom, já a chegada na noite anterior e o começo do trabalho na manhã seguinte são um pouco angustiantes. Passei já algumas noites sem dormir com sossego, em antecipação do trabalho a executar num local novo, com pessoas desconhecidas e com experiências muito diversas. Depois são 3 a 5 dias de trabalho das 9 às 17 em que os participantes tentam tirar o máximo de informação e conhecimentos possível. Após o que: - Muito obrigado, até à próxima. - Quer um táxi para o areoporto? O meu tipo de trabalho tem destas coisas.

Viajar numa companhia africana

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Para chegar e sair de Angola há várias companhias de aviação a fornecer serviços e entre estas as companhias de bandeira africanas. Estas praticam preços mais baixos desta forma atraem muitos passageiros. Note-se que o preço de uma viagem para Angola, por exemplo pode ser o dobro do valor da mesma viagem  para o Brasil. Para praticarem estes preços claro que o sacrifício é feito na qualidade do serviço e na forma como se organiza o voo e a estadia a bordo. Começa tudo no embarque... A confusão é generalizada quando se chega ao aeroporto, a fila nunca mais anda, claro. Usam velhos 747 para levarem 300 ou mais pessoas e carga acompanhada. O serviço é uma caricatura do serviço das companhias europeias. Procuram apresentar com o mesmo tipo de refeição, com comida semelhante, mas como o catering é local sai sempre parecido com uma péssima imitação das outras companhias de bandeira. O serviço é feito por mais assistentes que as outras companhias, mas ninguém atende quando se cham...

O Pesadelo do utilizador «à vontade»

O trabalho tem sempre novos aspectos e cria-nos situações que transformam as nossas semanas em ocupações solitárias para solução de problemas inimagináveis. A criatividade e a inacreditável forma como os utilizadores usam o que não conhecem por analogia àquilo que em casa fazem sem consequências imediata, faz surgirem problemas cuja causa é difícil de identificar (quando possível) e cuja solução é muitas vezes refazer tudo . O acesso aos servidores por curiosos que têm receitas milagrosas é a raiz mais remota dos problemas. A história vai ter alguns capítulos mas é muito pedagógica. Um cliente decidiu fazer umas estantes novas e logo na sala de servidores. Em vez de construir tudo fora, e assemblar depois, monta uma marcenaria e realiza os trabalhos de adaptação todos no local. Subitamente o servidor sobreaquece e desliga-se de forma sistematica váreias vezes aodia, até que um dia já não reinicia. Resultado , quando se abre a máquina verifica-se que o cooler dos processador...

Como somos gregários

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A chegada a umo novo local, com novas pessoas, novo ambiente e as correspondentes regras não é fácil. Temos a necessedidade de criar os nossos territórios e protegermos a nossa pessoa e criarmos uma imagem que nos espelhe. Em locais isolados e desconhecidos com algum risco associado esta atitude tem de ser doseada para que se posam criar as pontes de contacto que nos permitam deixar o isolamento e fazer algo em comum, ter assuntos de conversa, ajuadar outros a crescer.   A deslocação a Angola e à base foi um destes c asos. o propósito era formar as pessoas na utilização de uma nova ferramenta de gestão de projecto que a empresa adquiirira e que era exigida por alguns dos trabalhos que realizam. Mais de metade das pessoas a que se destinava a formação nunca tinham visto ferramentas similares, mas estavam envolvidas em processos de trabalho a que estas ferramentas se destinam. Foi assim mais fácil estabelecer contacto já que em grande parte falávamos a mesma linguagem. O grupo...

Como com abundância se faz medíocre

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Essencial para quem está a trabalhar deslocado é a alimentação. Neste caso, restaurantes ou até «tascas» são coisas que não existem e ainda mais quando nos encontramos a mais de 5 Km do centro da cidade. Vende-se de tudo ao longo das estradas, mas não vi nada que se pudesse pensar ser uma casa de pasto que servisse uma refeição. A única forma de alimentar os trabalhadores nas empressas é oferecer a alimentação em refeitório, o que até é a solução que em todo o mundo evita perdas de tempo. Na base, o refeitório tem horários estabelecidos e rígidos para evitar abusos. As refeições são iguais para todos os trabalhadores e ao almoço as refeições são realizadas no refeitório, para todos os trabalhadores só os quadros almoçam, durante a semana de trabaho, numa sala separada em que encontram aqueles que estão na base a essa hora. Os que estiverem em obra tomam aì as suas refeições nas condições em que for possível. A comida é farta, não há limites a repetição, mas a apresentação que t...

A Vida na Base

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E m Angola é uma hora a mais do que em Portugal, neste momento. Habituado como estou a levantar-me cedo, troquei as horas todas e, para não apanhar calor, levantava-me para correr às 5.30 (significaria se estivese em Portugal, que eram 4.30). Tomava bano às 6 horas e às 6.30 estava no pequeno almoço, que terminava às 7.15. Na base todos têm de estar a trabalhar às 7.30 e os expatriados dão o exemplo. Para mim que tinha um trabalho específico, esta situação significava ficar à espera das 7 às 9 para poder começar o trabalho. Aproveitava para rsolver problemas correntes da vida, responder ao correio, tratar de coisas pequenas e preparar as sessões de formação que iniciava àquela hora. O primeiro dia correu muito bem e o trabalho terminou um pouco depois das 17 horas. O almoço foi às 12.30 acompanhamdo os participantes da formação. O jantar tinha de ser tomado às 18.30 e depois voltava para a sala para ver mais umas coisas no PC e falar com os últimos a chegarem à base. Depois...

Em Angola por dias

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Este blog conta e mostra algumas das expriências de vida «fácil» que vou tendo devido à minha profissão e ocupação. Esta é a experiência de 6 dias em Angola para formação numa empresa industrial com obras importantes em toda Angola. A vida e a percepção do funcionamento de Luanda nestes dias é como a foto, está lá tudo, mas está torto e com tendência a não se aguentar. Vou-lhes contar como em conjunto com alguns expatriados portugueses que procuram, trabalhando duro, numa empresa angolana, endireitar e ajudar a mudar para melhor esse país tão rico e de tantas diferenças.