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A mostrar mensagens de maio, 2008

Noite de Luanda em 2008

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Em Luanda a noite é sempre uma ocasião para sair e para gozar a vida e para esquecer a dureza da vida numa cidade de contrastes brutais. A capital de Angola continua com uma intensa vida nocturna, que penso que manteve sempre durante a guerra e se alargou com a paz. Isolados como estávamos à noite procurávamos ir a restaurantes mais ou menos conhecidos, mas sempre muito caros, para jantar e aproveitar o tempo. Ãndam muitos carros nas ruas e, em especial, na marginal e na estrada da Ilha. Esse movimento prolonga-se noite fora. Junto aos restaurantes grupos de jovens porcuram ganhar uns trocos arrumando os carros, fazendo serviços ou aproveitando algum descuido para roubar quem se mostra pouco à vontade. Como de costume, não conseguia estar acordado até muito tarde, já que o «despertador» interno me acorda pontualmente às 6 da manhã e como os jantares se prolongavam decidi. na sexta-feira, sair mais cedo para o Hotel. O motorista veio buscar-me e ao sair do estacionamento um destes...

De folga, no Mussulo em 2008

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Acabado o trabalho, por esta vez e devido à necessidade de pagar um valor inferior das viagens, tive de ficar dois dias adicionais. Então pôs-se a questão - a fazer o quê? Já agora vamos conhecer melhor a terra ou reconhecer, segundo o ponto de vista. Marcámos uma ida ao Mussulo, com praia, almoço e descanso. Lá fomos, pelo trânsito infernal dum dia de semana em Luanda, mesmo indescritível. Ao chegarmos ao embarcadouro, tomámos o barco para um dos «complexos» turísticos da ilha, que agora é uma península. O local para onde fomos era um restaurante dentro de um ponto arborizado da ilha e com uns bungallows para alojamento. A praia tinha umas trinta cadeiras de praia e uns guarda-sóis à maneira do brasil. A água é precida com a da Troia dom lado do rio, perto dos fuzileiros, mas com a água mais quente, só que nunca se fica sem pé. Lá ficámos, almoçámos, e passeamos até às 4 da tarde, pois os dias são mais curtos aqui e para atravessar para terra leva uns 15 minutos. Depois, para...

Luanda, fim de tarde em 2008

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Começámos ontem o trabalho aqui. Durante 7 horas seguidas com um grupo de 15 pessoas, procure encontrar um caminho que lhes fosse útil para a vida. Cheguei às 5 horas cansado e depois de me «desfardar», fui andar por Luanda já ao início da noite - aqui o dia acaba mais cedo. Os engarrafamentos de transito são a forma de conduzir. Há milhares de jeeps e carros grandes e velhos carros utilitários que tentam sair da cidade. Está o trânsito todo parado e não parece haver um sentido definido de saìda porque todos têm de sair já que vive, fora da antiga Luanda, nas dezenas de quilómetros de casas e barracas que a envolvem. Andar a pé de noite exige muita atenção porque os passeios quase não existem, há buracos de obras e de chuva por todo o lado e alguns estão cheios de água. Mesmo nas zonas onde estão as sedes das companhias e bancos os arranjos exteriores são maus e a confusão de trânsito e pessoas é grande. Os carros andam devagar devido aos maus pisos, mas há muitos. Chegam as 20...

Angola ao domingo

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Depois de fazermos a montagem das  salas necessárias para o dia seguinte fomos almoçar à ilha e molhar os pés. O tempo melhorou para a tarde e ficou um sol simpático. Fomos ao Caribe - restaurante com praia privativa perto do fim da ilha e comemos umas lasgostas e cerveja, após o que fomos molh.ar os pés. Ficámos até ao pôr-do-sol, que, em Angola, é uma hora mais cedo e voltámos para o hotel. Hoje vou-me deitar cedo porque amanhã começa a formação e ainda tenho de preparar umas coisas para a sessão de amanhã

Chegada e controlo de fronteira

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Cheguei às 6.40 a Luanda e alcançámos a sala de controlo de fronteira pelas 7:00. Até às 9 a um ritmo de 3 minutos por cada passageiro 5 «diligentes» funcionários faziam perguntas às quais conheciam a resposta. No avião vinham 300 passageiros e assim compreende-se a dificuldade do controlo já que tratar destes passageiros ocupa-lhes 3 horas. O púlpito em que se encontram é interessante porque cria uma relação de dependência do mendicante para o funcionário que a eles agrada. O procedimento é composto pelas tais perguntas, a identificação do passaporte pelo sistema de leitura e a escrita do nº de entrada num papelucho que se preenche e do qual nos entregam um canhoto para devolução à saída. Após este procedimento lá carimba o visto e o papel e deixa o mendicante passar. Andamos 10 passos e um supervisor pede-nos o passaporte para verificar os carimbos. Passamos então à bagagem

De Regresso...

Lá me deram novo visto e parto hoje para Luanda. Outra daquelas viagens em que o trabalho deixa pouco tempo para ver as vistas, conhecer pessoas ou procurar uns artigos locais para prendas. Impossível! Arranja-se sempre tempo..., dizem os amigos. Difícil para quem tem de acompanhar outras pessoas - 14 - num processo formativo de acrescer conhecimentos. Não conheço as pessoas, não sei de onde provém, o que fazem, quais as empresas e que esperam da formação. Começo totalmente às cegas, só com os conhecimentos e a experiência que me levaram a ser selecionado. O primeiro dia serve para identificar a situação e muitas vezes adaptar os conteúdos ao que os participantes globalmente esperam obter. Mais trabalho para o final do dia, muitas vezes Talvez consiga estar descontraído no final do segundo dia.

O Equador duas vezes num dia

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Há viagens que são inesquecíveis pelas razões contrárias às esperadas. Fui contratado por um cliente para instalar os sistemas de informação e modernizar o funcionamento em rede e permitir aperfeiçoar os métodos e controlar os acessos a informação e ficheiros de trabalho da empresa.   O trabalho localizava-se em Cabinda e os recursos locais não possuíam os conhecimentos para fazer as actividades necessárias em autonomia. Para isso era necessário regressar a Angola.  Preparou-se a viagem e aproveitando o Visto de entrada em Angola já pedido na viagem anterior, definiu-se a data mais provável para haver condições de trabalho e marcou-se as viagens. Tudo pronto, lá embarquei com outra pessoa que ia realizar um trabalho complementar.  À chegada enfrentámos o habitual controlo de fronteira com umas filas desorganizadas e pavorosas. Quando chegou a minha vez o funcionário detectou uma sombra de carimbo no visto e disse que já não poderia entrar. Lá falei com ele, mas este cham...