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A mostrar mensagens de março, 2008

Como somos gregários

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A chegada a umo novo local, com novas pessoas, novo ambiente e as correspondentes regras não é fácil. Temos a necessedidade de criar os nossos territórios e protegermos a nossa pessoa e criarmos uma imagem que nos espelhe. Em locais isolados e desconhecidos com algum risco associado esta atitude tem de ser doseada para que se posam criar as pontes de contacto que nos permitam deixar o isolamento e fazer algo em comum, ter assuntos de conversa, ajuadar outros a crescer.   A deslocação a Angola e à base foi um destes c asos. o propósito era formar as pessoas na utilização de uma nova ferramenta de gestão de projecto que a empresa adquiirira e que era exigida por alguns dos trabalhos que realizam. Mais de metade das pessoas a que se destinava a formação nunca tinham visto ferramentas similares, mas estavam envolvidas em processos de trabalho a que estas ferramentas se destinam. Foi assim mais fácil estabelecer contacto já que em grande parte falávamos a mesma linguagem. O grupo...

Como com abundância se faz medíocre

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Essencial para quem está a trabalhar deslocado é a alimentação. Neste caso, restaurantes ou até «tascas» são coisas que não existem e ainda mais quando nos encontramos a mais de 5 Km do centro da cidade. Vende-se de tudo ao longo das estradas, mas não vi nada que se pudesse pensar ser uma casa de pasto que servisse uma refeição. A única forma de alimentar os trabalhadores nas empressas é oferecer a alimentação em refeitório, o que até é a solução que em todo o mundo evita perdas de tempo. Na base, o refeitório tem horários estabelecidos e rígidos para evitar abusos. As refeições são iguais para todos os trabalhadores e ao almoço as refeições são realizadas no refeitório, para todos os trabalhadores só os quadros almoçam, durante a semana de trabaho, numa sala separada em que encontram aqueles que estão na base a essa hora. Os que estiverem em obra tomam aì as suas refeições nas condições em que for possível. A comida é farta, não há limites a repetição, mas a apresentação que t...

A Vida na Base

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E m Angola é uma hora a mais do que em Portugal, neste momento. Habituado como estou a levantar-me cedo, troquei as horas todas e, para não apanhar calor, levantava-me para correr às 5.30 (significaria se estivese em Portugal, que eram 4.30). Tomava bano às 6 horas e às 6.30 estava no pequeno almoço, que terminava às 7.15. Na base todos têm de estar a trabalhar às 7.30 e os expatriados dão o exemplo. Para mim que tinha um trabalho específico, esta situação significava ficar à espera das 7 às 9 para poder começar o trabalho. Aproveitava para rsolver problemas correntes da vida, responder ao correio, tratar de coisas pequenas e preparar as sessões de formação que iniciava àquela hora. O primeiro dia correu muito bem e o trabalho terminou um pouco depois das 17 horas. O almoço foi às 12.30 acompanhamdo os participantes da formação. O jantar tinha de ser tomado às 18.30 e depois voltava para a sala para ver mais umas coisas no PC e falar com os últimos a chegarem à base. Depois...

Em Angola por dias

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Este blog conta e mostra algumas das expriências de vida «fácil» que vou tendo devido à minha profissão e ocupação. Esta é a experiência de 6 dias em Angola para formação numa empresa industrial com obras importantes em toda Angola. A vida e a percepção do funcionamento de Luanda nestes dias é como a foto, está lá tudo, mas está torto e com tendência a não se aguentar. Vou-lhes contar como em conjunto com alguns expatriados portugueses que procuram, trabalhando duro, numa empresa angolana, endireitar e ajudar a mudar para melhor esse país tão rico e de tantas diferenças.